Produzido no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro - ISERJ. Nosso e-mail: cidadeeducativa@googlegroups.com

12 de abril de 2011

Paisagem e experiências urbanas (curso)

Curso interdisciplinar de curta duração (20 horas) na UFF – Gragoatá – bloco C
Organização: Profas. Dras. Ida Alves (UFF), Carmem Negreiros (UERJ) e Masé Lemos (UERJ)
Universidade Federal Fluminense - UFF/Instituto de Letras/Pós-graduação em Estudos de Literatura
Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana - NEPA UFF/Grupo de Pesquisa CNPq – Estudos de paisagem nas literaturas de língua portuguesa
De 27 de abril a 29 de junho de 2011, somente às quartas-feiras, de 14h a 16h, sala 501C.
Abril
Dia 27 – Prof. Dr. Ricardo Basbaum (Instituto de artes – UERJ) - O diagrama como paisagem
Maio
dia 04 – Prof. Dr. Adalberto Müller (UFF) - O(s) vazio(s) na paisagem urbana de Antonioni e Tsai Ming-Liang.
Dia 11 – a confirmar
dia 18 – Prof. Dr. Pascoal Farinaccio – (UFF) – Espaços claustrofóbicos na obra de Lourenço Mutarelli
dia 25 – Prof. Dr. Denilson Lopes (UFRJ) - As Paisagens Transculturais e as Pequenas Cidades no Cinema Contemporâneo.
Junho
dia 01 – Profa. Dra. Masé Lemos (UERJ) - A paisagem na poesia brasileira contemporânea
dia 08 - Profa. Dra. Carmem Negreiros (UERJ) – Experiência urbana, subjetividade e romance
dia 15 - Poeta Marilia Garcia (Doutora em Letras UFF) – A paisagem que tem lugar na poesia de Emmanuel Hocquard
dia 22 – Profa. Dra. Celia Pedrosa (UFF) - Poesia brasileira e experiência urbana
dia 29 – Profa. Ana Paula Torres Megiani (USP) – Cidade e história (título provisório)

11 de abril de 2011

Cidade Inteligente

Próximo episódio: Revitalização dos espaços urbanos Espaços degradados pelo processo de urbanização são revitalizados em cidades em transformação. Impactos à população. Convidados: Evelyn Werneck (arquiteta e urbanista, professora da Faculdade de Artes Cênicas da UNI-Rio) e Augusto Ivan de Freitas Pinheiro (arquiteto e urbanista).
Exibição: Band Rio: dia 17/04 às 09:00 // Net Canal 14: dia 11/04 às 13:00
Fonte: http://multirio.rio.rj.gov.br/multiriotv/index.php?option=com_multirionatv&view=siteproducao&controller=siteproducao&id=75&Itemid=5

Carta das cidades educadoras


As cidades representadas no I Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que teve lugar em Barcelona em Novembro de 1990, reuniram na Carta inicial, os princípios essenciais ao impulso educador da cidade. Elas partiam do princípio que o desenvolvimento dos seus habitantes não podia ser deixado ao acaso. Esta Carta foi revista no III Congresso Internacional (Bolonha, 1994) e no de Gênova (2004), a fim de adaptar as suas abordagens aos novos desafios e necessidades sociais. A presente Carta baseia-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966), na Declaração Mundial da Educação para Todos (1990), na Convenção nascida da Cimeira Mundial para a Infância (1990) e na Declaração Universal sobre Diversidade Cultural (2001).
          PREÂMBULO
          Hoje mais do que nunca as cidades, grandes ou pequenas, dispõem de inúmeras possibilidades educadoras, mas podem ser igualmente sujeitas a forças e inércias deseducadoras.
          De uma maneira ou de outra, a cidade oferece importantes elementos para uma formação integral: há um sistema complexo e ao mesmo tempo um agente educativo permanente, plural e poliédrico, capaz de contrariar os fatores deseducativos.
          A cidade educadora tem personalidade própria, integrada no país onde se situa é, por consequência, interdependente do território do qual faz parte. É igualmente uma cidade que se relaciona com o seu meio envolvente, outros centros urbanos do seu território e cidades de outros países. O seu objetivo permanente será o de aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes.
          A cidade educadora deve exercer e desenvolver esta função paralelamente às suas funções tradicionais (econômica, social, política de prestação de serviços), tendo em vista a formação, promoção e o desenvolvimento de todos os seus habitantes. Deve ocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas com a vontade decidida de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida.

NOTA DO cidadeeducativa - RJ 
Iremos publicar os trechos da Carta sequencialmente e na íntegra, mas por partes para irmos assimilando e discutindo algumas de suas questões. A primeira delas seria quanto ao exercício da função educadora em paralelo às demais. Cabe aí a pergunta: esta colocação pressupõe uma divisão? Atenção, a educação é um exercício da economia, da política etc. Não dá para pensar em prestar serviço sem que se pense que implicita e concomitantemente se exerce um determinado tipo de educação. Dar bom dia, devolver o troco certo, não jogar lixo na rua, evitar freadas bruscas, parar para ver uma borboleta amarela (como Rubem Braga), respeitar (e apreciar) os tipos diferentes de gente que cruzam à nossa frente na avenida, não buzinar, não iluminar os monumentos como se eles fossem anúncios de neon, pensar que visitar um lugar é perceber que nele habitam pessoas, que não devem se corromper para agradar a todo custo, etc. etc. são atitudes que implicam em uma visão integrada da cidade como lugar de educação.

10 de abril de 2011

Bárbara dos Prazeres - uma lenda urbana

          Muita gente já ouviu falar dela. Dizem que até hoje ela assombra o Arco do Telles, local onde fazia ponto como prostituta. Tudo começou em 1788, quando Bárbara, então com 18 anos, chegou de Portugal com seu marido. Foi chegar no Rio e se apaixonar por um mulato. Não teve dúvida, matou o marido e até que viveu uma vidinha boa com o amante até que notou que o homem não só vivia às suas custas como também a traia. Mais uma vez, resolveu seu problema na base da faca.
          Mas o dinheiro de Bárbara era pouco e, sem outros recursos a não ser o da sua beleza, virou uma prostituta. Muito afamada, tinha vários clientes até que notou que o tempo estava fazendo das suas e tirando-lhe o seu sustento. Contam então que, para manter-se sempre bela, Bárbara procurou a magia negra e passou a beber sangue de crianças vivas, acreditando que assim obteria a eterna juventude.
          Há quem jure que a via à espreita na Roda dos Expostos da Santa Casa, lugar onde depositavam bebês rejeitados.

Segundo a Wikipédia, "a roda dos expostos consistia num mecanismo utilizado para abandonar os recém-nascidos que ficavam ao cuidado de instituições de caridade. O mecanismo, em forma de tambor, giratório, embutido numa parede, era construído de tal forma que aquele que expunha a criança, não era visto por aquele que a recebia." Desenho de Thomas Ewbank (1845)
          Passados todos estes anos, a lenda de Bárbara dos Prazeres povoa o Arco do Telles...
A visita ao Arco do Telles é recheada de histórias curiosas.
          Milton Teixeira, um importante guia turístico da cidade do Rio de Janeiro, montou um roteiro por onde passa pelos locais onde habitam os fantasmas do Rio. Bárbara dos Prazeres é um deles.
           A personagem também excitou a imaginação de Ruy Castro que a colocou em seu romance "Era no tempos do rei" como amante do rei D.João VI. O livro foi adaptado e se tornou um musical.
A trama do musical gira em torno de um golpe da rainha Carlota Joaquina para tirar Dom João do trono, contando para isso com a ajuda de um amante seu, um diplomata inglês. Realidade e ficção se misturam. A prostituta Bárbara dos Prazeres foi interpretada por Soraya Ravenle.

Sistema subterraneo de coleta de lixo em Barcelona

8 de abril de 2011

Parece até que já conhecia

Alex Andrade
          Fechava os olhos pra dormir. Em poucos segundos, imaginava uma cidade pequena, pacata e florida. Eu imaginava seu nome como tivesse nascido por lá. Viajava: paisagens, ruas, becos e até as pedras beijadas a todo instante pelas apaixonadas ondas. E por falar em ondas, meu sonho preferido era navegar por uma baía, atravessar uma ponte, mas por baixo! A ponte era muito alta e imponente. De um lado, eu avistava... Opa, que barulho é esse? Olha, tem até avião. Ele precisa contornar duas belas montanhas. Não sou músico, mas dá até pra inventar uma canção: cidade, seu mar praia sem fim, essa cidade foi feita pra mim...
          Meu relógio, deixe-me apresentar, o galo Bombeiro, já disparava a soar a sirene. Passam das cinco da manhã. Hora de recolher o gado. Engraçado, quando acordo tenho a sensação que conheço aquela cidade. Parece tão próxima, atingível, acessível. É tanta vontade de sonhar e voltar a visitar, que me pego contando as horas pra voltar a adormecer e... E, acredite, tenho a maior dificuldade de lembrar dos sonhos. Pra ser mais preciso, só lembro quando sonho com esta misteriosa cidade. Na noite passada, surgiu em meu sonho uma cúpula redonda com um olho gigante. De lá, consegui avistar uma grande Pedra com uma rampa, incrível! Agora eu sei como se sentem os pássaros.

Asa Delta
          Nesta mesma noite, fiz uma visita a um Museu, aliás, um senhor Museu, arte, cinema, acho que em seu acervo tinham mais de cem mil itens, entre publicações, documentos originais, fotografias, vídeos, cartazes e plantas. É muita imaginação! Respirei uma Floresta que, de tão grande, acredito que poderia ser a maior área de mata em meio urbano do mundo. Mergulhei em duas praias, uma muito bacana, já a outra, aqui pra gente, avistei tão belas mulheres, quase me afoguei.

Praia 360 graus
Não, não acabou não! Bateu fome fui a uma confeitaria tinha até cristal nas luminárias, contornei uma montanha à beira-mar, cheguei a uma Praça já passava das XV, começou a soar um aviso de um barco que partia em busca de uma Ilha. Pra que tá? Muito agitado, parei para rezar numa igreja no meio de enormes e largas avenidas. O mais incrível, vem agora. Um OVNI! Acredite, esta é uma cidade de extraterrestres. Ela tem uma nave gigantesca, redonda como nos filmes e, dentro, cabem várias, umas cem mil pessoas abduzidas.

Maracanã
          Na noite seguinte, caminhei por um Jardim, imenso, a variedade de espécies e a majestade da Botânica deixou-me perdido. Caminhei por horas, até que cheguei a outro Jardim, porém, este era o quintal de um palácio, belíssimo, imponente, pensei ser de um imperador... Ih, lá vem o Bombeiro e sua sirene! Fim de sonho, início da realidade. O carro de boi já-já chega para buscar o leite e o queijo. Mas me diz uma coisa, você acha que devo escrever, porque, sabe como é, a idade chega a memória vai embora, a gente esquece tudo. Ah, outro dia sonhei que...
Ipanema à noite - JMGLA

3 de abril de 2011

Relato da Cinelândia

Mônica Vallim
          Apesar de todos os problemas causados pelo descaso de nossos políticos, o Rio de Janeiro continua sendo uma das cidades mais lindas do Brasil onde a natureza ainda sobressai em contraste com a violência nas favelas, com a arquitetura luxuosa de certos bairros e as construções muito antigas do centro.
          No centro da cidade do Rio de Janeiro, há trechos bucólicos com ruas estreitas, as chamadas travessas. Algumas delas possuem calçamento de paralelepípedo do tempo do Brasil Império e construções muito antigas tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, mas em determinados pontos esse Rio antigo contrasta-se com um moderno de arquitetura arrojada. É fácil perceber isso quando caminhamos da Av. Presidente Vargas, onde se encontra a Central do Brasil, à Av. Rio Branco, indo em direção da Cinelândia. Mas tenha cuidado com a bolsa e o celular nesse trajeto, pois furto no centro do Rio é coisa corriqueira e ninguém faz absolutamente nada.
          Na Cinelândia, encontra-se a Praça Marechal Floriano Peixoto, onde fica a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e é palco de calorosas manifestações populares. A praça, toda calçada de pedras portuguesas, tem orelhões, bancas de jornal e bancos de madeira pintados de verde com pés de ferro em preto, e tem também muitas árvores frondosas com ninhos de pardais que amenizam o calor nos dias de verão. O que incomoda são os pombos e os pedintes. Tem uma estátua imponente de Carlos Gomes, um antigo compositor brasileiro, bem em frente ao Teatro Municipal que agora, depois de uma grande restauração, ganhou grades externas de proteção para impedir atos de vandalismo, e está mais belo que nunca. Até o Obama esteve lá no mês passado. É um local rico em histórias, com vários centros culturais próximos, e farto em conduções. Tem até estação de metrô que leva o povo rapidinho para a zona norte ou para a zona sul, embora atualmente estejam tão superlotados quanto os trens.
          Existe ali um restaurante muito conhecido que vive sempre lotado. Um prédio antigo pintado com um amarelo sem graça e com um toldo amarelo canário berrante, mas que talvez por isso mesmo se chame Amarelinho. Os petiscos de lá são bem gostosos e funciona até altas horas da madrugada.
          Quase em frente ao Amarelinho, cruzando a Praça Floriano e atravessando a Av. Rio Branco, tem a Biblioteca Nacional, que em 2010 completou 200 anos, e é considerada uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, segundo a UNESCO. É um prédio grandioso construído em 1910, de uns três ou quatro andares e tem colunas enormes na entrada principal, que lembram as construções da Grécia Antiga que vemos nos filmes épicos. Tem uma grande escadaria principal com duas escadarias laterais com corrimãos largos, daquelas que as crianças logo pensam que podem brincar de escorregar. Parte do seu acervo veio da primeira biblioteca do Brasil que foi fundada por D. João com o nome de Real Biblioteca, no tempo da vinda da família real, quando Napoleão invadiu Portugal.
Fontes: